Relatório da ONU aponta que falta de água e saneamento atinge principalmente as mulheres

 

A Escola de Saúde Pública do Estado de Minas Gerais (ESP-MG) recebeu, na noite do dia 21 de novembro, em parceria com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac) e o Centro de Pesquisas René Rachou (Fiocruz Minas), o lançamento do relatório das Organizações das Nações Unidas (ONU), “Igualdade de gênero e direitos humanos à água e ao esgotamento sanitário – O corpo que entorta pra lata ficar reta”, entregue pelo relator especial da ONU e pesquisador da Fiocruz Minas, Léo Heller. A Arsae-MG foi representada pelo diretor geral Gustavo Cardoso, o chefe de gabinete Vitor Queiroz e o servidor Lucas Pessoa.

O relatório foi entregue em setembro deste ano para o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e segundo o relator especial, seu objetivo foi apurar o olhar para a questão do acesso das mulheres e de outras identidades de gênero à água e ao esgotamento sanitário sob a ótica dos direitos humanos. “O relatório chama a atenção, entre outros pontos, para a constatação de que quando não há acesso adequado à água e ao esgotamento sanitário existe uma desigualdade de gênero. As mulheres são muito mais vitimadas do que os homens”.

Na maioria das culturas, são as mulheres encarregadas de carregar água, de cuidar do ambiente doméstico, quando não há banheiros ou eles estão distantes das casas, as mulheres são as mais prejudicadas, expostas a violência sexual. “Existe uma parte do relatório dedicada ao ciclo menstrual da mulher e da ausência de instalações adequadas para este ciclo e como isto implica em violações dos direitos básicos de qualquer ser humano”, sintetiza.

Assessoria de Comunicação Social Arsae-MG

(31) 3915-8130 – 8138 – 8139

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